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Entenda o que muda nas bandeiras tarifárias
06/02/2015

  A ANEEL está promovendo importantes melhorias nas bandeiras tarifárias. As bandeiras estão em vigor desde janeiro deste ano. Suas cores verde, amarela e vermelha indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

   Com as bandeiras, o consumidor pode identificar qual bandeira do mês e usar a energia elétrica de forma mais consciente, sem desperdício. Assim, a conta de luz pode ficar mais barata e a bandeira pode mudar de cor – do vermelho para o amarelo e deste para o verde, por exemplo. A audiência pública que foi aprovada hoje (6/2) por unanimidade da Diretoria da Agência propõe:

- Novos valores que permitirão refletir com ainda mais precisão as condições de geração:

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre acréscimo

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa tem acréscimo de R$ 2,50 (sem impostos) para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos

Bandeira vermelha: condições mais custosas de geração. A tarifa tem acréscimo de R$ 5,50 (sem impostos) para cada 100 kWh consumidos 

- Uma bandeira tarifária única, por mês. Atualmente, são quatro bandeiras, uma para cada região

- Uma ampla campanha sobre as bandeiras, para esclarecer os consumidores e estimular o uso consciente da energia elétrica. Além disso, as distribuidoras de energia divulgam a cor da bandeira que está valendo na conta mensal de energia

- A criação de uma conta centralizadora para equilibrar os recursos das bandeiras entre todas as distribuidoras do sistema interligado nacional

De 9 a 20 de fevereiro, toda a sociedade pode contribuir com a audiência pública. As contribuições podem ser enviadas para o e-mail: ap006_2015@aneel.gov.br ou para o endereço: ANEEL – SGAN Quadra 603 – Módulo I Térreo/Protocolo Geral, CEP 70.830-110, Brasília–DF.


Saiba mais: por que as bandeiras foram criadas?
 

   As bandeiras tarifárias são uma forma diferente de apresentar um custo que hoje já está na conta, mas geralmente passa despercebido. Elas informam o custo mensal de geração da energia elétrica, dando ao consumidor a oportunidade de ajustar seu consumo ao seu preço real da energia.

   A energia elétrica no Brasil é gerada predominantemente por usinas hidrelétricas. Para funcionar, essas usinas dependem das chuvas e do nível de água nos reservatórios.
Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas podem ser ligadas com a finalidade de poupar água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.

   Com isso, o custo de geração aumenta, pois essas usinas são movidas a combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel.

   Por outro lado, quando há muita água armazenada, as térmicas podem ser menos utilizadas e o custo de geração é menor.

   É importante entender que, como esclarece o diretor-geral da ANEEL, Romeu Rufino, a revisão das bandeiras não envolve aumento de custos, mas uma forma de cobrança mais transparente e eficiente.


   “As bandeiras não criam um novo custo, mas apenas direcionam a parte variável dos custos da energia elétrica. Como o sistema é dinâmico, as bandeiras refletem instantaneamente a variação desses valores nas cores verde, amarela e vermelha, para facilitar o entendimento dos consumidores”, explica Rufino.

   Para o diretor-relator da proposta, Tiago de Barros, os custos já existem e decorrem do período de seca. A proposta visa somente uma forma mais eficiente de coberturas desses valores, que passariam a ser refletidos nas bandeiras.

   “O importante é que uma resposta consciente dos consumidores a esse sinal de preço mais realista pode reduzir a pressão da demanda sobre o setor e levar à retirada das bandeiras vermelhas”, ressalta o relator.

Para facilitar a compreensão das bandeiras, 2013 e 2014 foram anos testes. Em caráter educativo, a ANEEL divulgou, mês a mês, as cores que estariam em funcionamento nesse período.

   As bandeiras tarifárias não se aplicam aos estados do Amazonas, Amapá e Roraima, pois eles ainda não estão plenamente conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

   Visite o portal da ANEEL na internet e saiba mais sobre bandeiras tarifárias em http://www.aneel.gov.br/area.cfm?idArea=758&idPerfil=2&idiomaAtual=0
 

Dicas de economia

Chuveiro elétrico 

  • Tomar banhos mais curtos, de até cinco minutos
  • Selecionar a temperatura morna no verão
  • Verificar as potências no seu chuveiro e calcular o seu consumo
Ar condicionado
  • Não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado
  • Manter os filtros limpos
  • Diminuir ao máximo o tempo de utilização do aparelho de ar condicionado
  • Colocar cortinas nas janelas que recebem sol direto
Geladeira
  • Só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário
  • Regular a temperatura interna de acordo com o manual de instruções
  • Nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira
  • Deixar espaço para ventilação na parte de trás da geladeira e não utilizá-la para secar panos
  • Não forrar as prateleiras
  • Descongelar a geladeira e verificar as borrachas de vedação regularmente
Iluminação
  • Utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de um cômodo; pintar o ambiente com cores claras
Ferro de passar
  • Juntar roupas para passar de uma só vez
  • Separar as roupas por tipo e começar por aquelas que exigem menor temperatura
  • Nunca deixe o ferro ligado enquanto faz outra coisa
Aparelhos em stand-by
  • Retirar os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências
Visite o portal da ANEEL na internet e encontre mais dicas de economia e de segurança em http://www.aneel.gov.br/areaPerfil.cfm?idPerfil=4
  

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